Nossa Senhora do Socorro
Localizado
na Região Metropolitana de Aracaju. Em razão de sua proximidade com a capital
sergipana, o município tornou-se verdadeira cidade-dormitório, possuindo
diversos conjuntos habitacionais.
Vegetação: Na parte litorânea
predominam coqueiros, vegetação rasteira e matas de restinga. Destaque para os
manguezais que margeiam os rios do Sal, Cotinguiba e Sergipe.
Solo: Podzólico vermelho amarelo.
Hidrografia: O
município é banhado pelos rios do Sal, Cotinguiba e Sergipe.
Clima: Tropical quente e úmido, com um
a três meses secos, além de moderado excesso de inverno caracterizado por um
período de chuva entre os meses de março a agosto. A precipitação anual média é
de 1.689,0 e temperatura de 25,2 °C.
Demografia: A partir de 1980, o
município passou por grandes transformações urbanísticas. A sede da cidade não
sofreu grandes alterações, entretanto, os povoados foram alvo de
empreendimentos imobiliários que provocaram mudanças em áreas antes ocupadas
por mangues e pouco povoadas. Essas mudanças foram consequência do projeto
Grande Aracaju que objetiva fortalecer a economia do Estado.
A partir
da instalação dos conjuntos começaram a surgir problemas que o município tem
dificuldades para resolver, pois não existem nesta estrutura, recursos técnico
e financeiro para combater dificuldades administrativas associadas ao
desemprego, a violência e à marginalidade.
História:
Segundo
indicações de GÓIS (1991: 19), o espaço geográfico em que hoje se situam alguns
municípios que faziam parte da microrregião da Cotinguiba, no século XVI era
habitado por índios da tribo tupinambá.
Provavelmente
a ocupação de Nossa Senhora do Socorro tenha ocorrido por volta do mesmo
século, período em que se iniciou a colonização das terras da capitania de
Sergipe Del Rey.
No século
XVIII, a cidade formava um núcleo demográfico de aproximadamente três mil
habitantes, tendo por atividade econômica a plantação de mandioca e
cana-de-açúcar.
Esse
núcleo foi elevado à categoria de freguesia em 25 de setembro de 1718, por
decisão do Arcebispo da Bahia Dom Sebastião Monteiro da Vide, passando a ser
denominada Nossa Senhora do Socorro do Tomar da Cotinguiba, pertencendo nesse
período à vila de Santo Amaro das Brotas.
Com a
criação da vila de Laranjeiras em 1832, o território da freguesia de Nossa
Senhora do Socorro da Cotinguiba, passou a fazer parte da nova vila. Este fato
levou os socorrenses a protestarem e a lutar por sua autonomia político-administrativa.
Consequentemente
esta autonomia daria à freguesia sua elevação à categoria de Vila.
A
condição de Vila foi alcançada em 19 de fevereiro de 1835, período marcado pela
sua emancipação política e o consequente desligamento da Vila de Laranjeiras.
No Início
do século XVIII, a freguesia de Nossa Senhora do Socorro da Cotinguiba tinha
como monumento religioso uma capela cujo nome era o mesmo da vila. Porém só em
1864, a capela tornou-se Matriz. Frisa-se, no entanto, que mesmo conquistando
sua emancipação política, foi após a edificação da Matriz que Socorro conseguiu
sua autonomia religiosa, ficando reconhecida como freguesia pelo estatuto
religioso e como vila pelo estatuto político-administrativo. A igreja Matriz de
Nossa Senhora do Socorro não dispõe de documentação sobre a sua construção. Na
soleira da sacristia, à direita, há uma inscrição com a data de 1714. E,
segundo Germain Bazin, é um exemplar tardio do estilo barroco.
http://www.sergipetradetour.com.br/dbimages/conteudoanexo/amp_134897118359.jpg
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