O Museu de Arqueologia de Xingó (MAX), da
Universidade Federal de Sergipe (UFS), localiza-se no município de Canindé
do São Francisco, estado de Sergipe e foi criado no ano 2000 com a missão de
pesquisar, preservar e expor o patrimônio arqueológico de Xingó.

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A partir de 1988, com o início dos trabalhos de
construção da Usina Hidrelétrica de Xingó, foi desenvolvido pela UFS, com apoio
da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), um projeto de salvamento
arqueológico na área que seria inundada pelo reservatório da nova usina, o que
permitiu identificar a existência de uma cultura xingoana na região, há pelo
menos 9.000 anos atrás.
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O salvamento arqueológico da área a ser inundada pela barragem permitiu a identificação, sondagem e escavação de 28 sítios classificados como de acampamento, 11 classificados como habitação e dois considerados como de habitação e enterramento.
De todos esses sítios, foi recuperada uma expressiva coleção arqueológica de 7.802 peças líticas, 21.790 peças cerâmicas, mais de 20.000 restos faunísticos, 49 fogueiras e 191 esqueletos.
Os primeiros habitantes de Xingó chegaram à região há nove mil anos. Eram provavelmente grupos de caçadores e coletores, atraídos pela fartura de água.
O acervo museológico da instituição é formado por
mais de 50.000 peças e vestígios e está apresentado em uma exposição humanizada,
na qual são destacadas todas as etapas de elaboração dos artefatos
pré-históricos, compreendendo práticas humanas e procedimentos técnicos que o
homem fez uso para se estabelecer na região.
O museu tem duas áreas principais: a unidade museológica e a unidade de pesquisa. Na primeira, uma exposição permanente conta, de forma didática, um pouco sobre a cultura e os hábitos dos povos pré-históricos da região. Essa unidade encontra-se dividida por assunto: arte rupestre (pinturas e gravações na pedra), material lítico (em pedra), material cerâmico e material malacológico (conchas e ossos).
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Compõe ainda a unidade museológica um auditório, onde são exibidos vídeos e exposições audiovisuais relacionados aos temas tratados no museu, e uma área onde são montadas exposições temporárias sobre assuntos diversos.
Já a unidade de pesquisa desenvolve estudos arqueológicos em várias linhas – “O São Francisco e seu povoamento pré-histórico”, “A representação gráfica em Xingó”, “Os sítios arqueológicos”, “Os animais pré-históricos da região de Xingó”, entre outras. Os resultados dessas pesquisas constituem os ingredientes principais do que é exposto no museu.

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